Entidades patronais unidas fazem festa a cidadania
24/09/10 - 20:01



Foi um imenso sucesso o “Encontro com os Candidatos ao Governo do Estado” promovido ontem, dia 21 de setembro, no Braz Buffet, na Arigolândia, pelas entidades representativas das classes empresariais, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-FECOMÉRCIO/RO, o Sindicato das Micro e Pequenas Empresas do Estado de Rondônia-SIMPI/RO, a Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas de Rondônia-FCDL-RO, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia-FAPERON a Federação da Micro e Pequena Empresa de Rondônia-FEEMPI, do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Rondônia-SINDHOTEL RO, o Sindicato das Indústrias Extrativas do Estado de Rondônia-SINDIEXTRATIVAS-RO e a Associação dos Micros e Pequenos Empresários do Estado de Rondônia-AMPERON com o comparecimento em massa de mais de 300 empresários e dirigentes classistas que foram presenciar a apresentação das propostas e projetos dos candidatos para o desenvolvimento de Rondônia.

O melhor debate

Cada candidato teve um tempo de 15 minutos para exposição e responderam as perguntas dos participantes do encontro por 10 minutos feita por representantes da sociedade civil que participaram de uma mesa denominada “Ética e Democracia”. O evento foi aberto pelo presidente do SIMPI/RO, Leonardo Heuler Calmon Sobral, e, em seguida o presidente da FECOMÉRCIO/RO, Raniery Araújo Coelho, informou sobre o objetivo do encontro ao verbalizar as reivindicações dos setores produtivos e de abrir um canal de diálogo com o futuro governador. Compuseram a mesa, além dos dois dirigentes citados ainda Sebastião Conti, da FAPERON, Joana Joanora Neves, da FCDL, Ananisa Frota, do SINDHOTEL, Paulo César Honorato Azevedo, do SINDIEXTRATIVAS, e os senadores Valdir Raupp e Fátima Cleide.

O primeiro dos candidatos a expor suas ideias foi Eduardo Valverde que ressaltou o momento pelo qual passa Rondônia afirmando que os investimentos feitos aqui estavam dentro de uma nova visão que era a de privilegiar as relações com parceiros internacionais que são nossos vizinhos e que, por tal razão, era importante ter um novo governador que estivesse afinado com o governo federal e tivesse uma compreensão da necessidade de trabalhar em parceria com os diversos níveis de governo e, em seguida, disse que a base de seu governo seria, além do tripé educação, saúde e segurança, buscar formas de agregar valor à produção local.

O segundo candidato a falar foi Marcos Sussuarana que disse que, modernamente, não se pode nem pensar em governar sem ouvir a população, sem ouvir as classes produtivas e que, por isto mesmo, era importante que os candidatos tivessem a ocasião de expor suas ideias para uma plateia que, sem dúvida, era significativa da sociedade e que poderia avaliar melhor os programas de cada um. Na ocasião ressaltou que, como homem da Amazônia, tinha o sentimento de que não se levava em consideração as necessidades da região e que sim, como acontecia agora, quando se fazia o Complexo do Madeira sem as eclusas, não havia demonstração maior da falta de uma visão regional, de se levar em consideração as necessidades locais. Susuarana pregou uma descentralização da educação, da saúde e a necessidade de não se fazer, como vem sendo feito, políticas públicas sem ouvir os interessados, sem levar em consideração os impactos que as medidas acabam tendo sobre o setor produtivo e a população.

O terceiro candidato foi o ex-prefeito de Ariquemes, Confúcio Moura, que lembrou seu período à frente da prefeitura e seus êxitos na implantação de novas experiências. Também disse que, antes de tomar qualquer medida, depois que fosse eleito, iria verificar como havia sido feito em outros estados. Lembrou, especialmente em relação a questão da substituição tributária que o ex-governador Requião havia feito algo similar no Paraná e que ele iria lá ver como era com o seu futuro secretário de finanças, porém, que, como todos, em Ariquemes, sabiam não governava sem procurar ouvir os diversos segmentos sociais e sem procurar buscar resultados. Neste sentido frisou que, apesar de tudo que se fala, a 20 anos que o SUS não funciona e que já é tempo de se pensar novamente o sistema, de fazer com que funcione de fato para que a população tenha acesso à saúde sem ter o interminável sofrimento de filas, de esperas e mau atendimento que ainda hoje se observa. Confúcio disse que há soluções para os problemas e que ele já demonstrou que elas, porém, não viram sem a participação conjunta da sociedade, sem um dirigente que aja de forma democrática e transparente.

Depois foi chamado o atual governador, João Cahulla, que apesar de convidado, não compareceu. E, por fim, Expedito Júnior disse que o fim do pagamento do ICMS em Substituição Tributária, uma das principais reivindicações do setor produtivo apresentado no documento denominado “Subsídios para o Plano de Governo de Rondônia”, terá um compromisso de seu governo em rever a atual legislação estadual. “Hoje não vejo problema algum em acabar com esta cobrança antecipada que dará melhores condições aos nossos empresários”, salientou. Expedito disse que é possível atender os anseios da população e fazer o melhor governo da história de Rondônia uma vez que não está “amarrado a nenhum grupo político ou econômico”, desta forma seu único compromisso será com o povo de Rondônia e voltado para garantir o desenvolvimento sustentável do Estado. Disse também que grande parte das propostas do setor constam do seu plano de governo, como a implantação do Porto Seco, a construção do gasoduto, a instalação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), a efetiva internacionalização do aeroporto de Porto Velho, as eclusas do rio Madeira, a extensão ferroviária até Porto Velho, a discussão mais detalhada da Lei de Zoneamento Sócio-Econômico.

Expedito destacou a importância do papel do seu candidato a vice-governador, Miguel de Souza, no processo de desenvolvimento que Rondônia viverá em seu governo. “Sou o único candidato ao governo que faz questão de apresentar e falar do seu vice. Fico feliz ao ver que todos os candidatos hoje usam o discurso do Miguel de Souza, que há quase 20 anos já defendia a estrada para o Pacífico. Está mais do que comprovado que temos o melhor técnico de Rondônia ao nosso lado e, junto com ele, vamos pensar Rondônia com olhar futurista. Vamos planejar esse estado com a visão Miguel de Souza”. Depois da fala de Expedito Júnior, a dirigente da FCBL, Joana Joanora, convidou os presentes para um jantar oferecido pelas entidades no próprio local. O jornalista e representa do Consórcio Santo Antônio, José Carlos Sá, elogiou o evento considerando entre os que ele havia visto “O melhor debate que foi feito até agora. A forma como foi conduzido e o tempo disponível para os candidatos exporem suas ideias e as perguntas que foram feitas, possibilitaram uma visão muito melhor das propostas de cada um”.


Fonte: Assessoria

Por:  Fonte: Assessoria
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