Crédito Sem Renda: o resultado é 82,8 milhões de inadimplentes

Postado em 24/06/2026


Crédito Sem Renda: o resultado é 82,8 milhões de inadimplentes

82,8 milhões devendo

 

O Brasil vive uma situação preocupante: o crédito continua sendo ampliado enquanto a população já apresenta níveis recordes de endividamento. Nas últimas décadas, o crédito ajudou a expandir o consumo e movimentar a economia. Porém, para milhões de famílias, a dívida deixou de financiar patrimônio e passou a financiar despesas básicas do dia a dia. Hoje, o problema não é a falta de crédito. O problema é a capacidade de pagamento. Nesse cenário, surgem novos programas de financiamento para motoristas de aplicativo, motociclistas, taxistas e outros trabalhadores. Embora possam gerar renda no curto prazo, existe o risco de aumentar ainda mais o endividamento de pessoas que já operam com margens financeiras muito apertadas. Além disso, quando muitos trabalhadores são incentivados a entrar na mesma atividade, a concorrência aumenta e a renda média tende a cair. O mesmo raciocínio vale para subsídios e incentivos governamentais. Eles podem aliviar dificuldades momentaneamente, mas alguém sempre paga a conta no futuro, seja por meio de mais impostos, mais dívida pública, inflação ou redução da capacidade de investimento do Estado. O risco para o Brasil é entrar em um ciclo de crédito, endividamento e inadimplência cada vez maior, sem aumento proporcional da produtividade e da geração de riqueza. Se isso ocorrer, as consequências atingirão famílias, empresas, servidores públicos e o próprio governo. A grande questão é simples: O Brasil precisa de mais crédito ou de mais renda produtiva? Sem crescimento da produtividade, da renda e da capacidade de gerar riqueza, mais crédito pode apenas adiar problemas que se tornarão maiores no futuro.

Fonte: Crédito Sem Renda: o resultado é 82,8 milhões de inadimplentes