Postado em 07/09/2022
A grande queda dos preços
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O IPCA 15 referente ao mês de agosto apresenta um dado surpreendente, uma queda de 0,73%, a maior queda em toda a série histórica que se inicia em 1991. E o fator preponderante para essa queda se deve exatamente ao preço dos combustíveis e da energia elétrica. Os combustíveis uma queda de 16,80% nesse acumulado de 12 meses, enquanto a energia elétrica apresenta queda de 3,29%.Entretanto, um dado que nos preocupa é com relação à variação de preços no item alimentação e bebidas. A alimentação no domicílio apresenta, no acumulado de 12 meses, uma alta superior a 17%. O economista Otto Nogami chama atenção para a queda nos combustíveis, produto pouco consumido pela população de mais baixa renda, que ao contrário depende fundamentalmente da alimentação, cujos preços continuam subindo. A divulgação no último dia 30 de agosto, referente ao IGP-M, calculado pela Fundação Getúlio Vargas, vem a confirmar essa tendência com relação à queda nos preços. O IGP-M apresenta uma queda de 0,70%: nos bens finais uma queda de 6,38% no acumulado de 12 meses e nos bens intermediários, que é composto pelos combustíveis e lubrificantes para produção, uma queda de 1,55%. Nós observamos que essa ação do governo, no sentido de reduzir o preço do combustível e da energia elétrica, começa a surtir efeito. Entretanto, é aí que surge a grande dúvida será que essa tendência permanecerá? Ou será que haverá condições dos preços se estabilizarem no patamar em que se encontram? O ano começou com uma previsão de crescimento da ordem de 0,3 a 0,5% e agora está se falando em um crescimento superior a 2%. Será inevitável aumento da demanda por energia elétrica e de combustíveis fósseis, levando a uma tendência de alta à medida que o preço do barril do petróleo no mercado internacional volte a subir. “Esse é o cenário, um cenário de muita expectativa e, principalmente, no que diz respeito ao item alimentos. A grande questão que surge é o que o governo fará ou o que o próximo governo eleito fará no sentido de estancar essa pressão que ainda permanece”, finaliza Otto. Assista: