Postado em 01/06/2021
Alckmin no Simpi
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“Importante termos a consciência de que episódios como esta pandemia se repetem na história”, afirma o ex-governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, em entrevista exclusiva ao programa “A Hora e a Vez da Pequena Empresa”. “Comparando o atual momento com a gripe espanhola, em 1918, há equívocos semelhantes. O governo na época dizia ser uma gripezinha, omitiu números e teorias conspiratórias ligavam a contaminação à Primeira Guerra Mundial”, recorda. Hoje, segundo ele, a principal diferença é a existência de vacina. “Por isso o Brasil precisa se equipar e produzir os próprios imunizantes”, alerta.
O ex-governador destaca o auxílio emergencial, necessário para cidadãos e empresas com dificuldades em atravessar a crise. “Hoje, o desafio do mundo chama-se emprego e renda. É preciso políticas públicas permanentes, estimular a criação de emprego e o fortalecimento da renda em todos os setores”, afirma. Segundo ele, da década de 30 até a década de 80, fomos o país que mais cresceu no mundo. Por 50 anos, foram 5% de crescimento ao ano, sendo que na década de 70 foi registrado um crescimento de 12% ao ano. “Desde então, o Brasil ficou muito caro: custo de capital, burocracia, carga tributária. Portanto, temos a crise provocada pela pandemia, mas também um antigo problema de competitividade”, ressalta.
Alckmin acredita que para estimular investimentos é preciso uma agenda de crescimento sustentável, com reforma administrativa, tributária e política, acordos internacionais e educação com formação técnica. Com relação ao embate político, ele descarta crise institucional. “Vejo uma disputa política normal, mas que deveria ter mais ética e propostas”. E defende o modelo seguido em Portugal, onde o voto popular elege o presidente da República como chefe de Estado e o primeiro-ministro atua como chefe de governo. “Não podemos banalizar o impeachment”, finaliza.