Postado em 23/01/2019
As doenças da vida moderna
Existe um entendimento mundial de que o sedentarismo é a doença do século, por estar associada ao comportamento decorrente dos confortos da vida moderna. Em entrevista ao programa de TV do SIMPI, “A Hora e a Vez da Pequena Empresa”, o médico cardiologista do Instituto Dante Pazzanese, Nabil Ghorayeb, afirma que o corpo humano se deteriora se ficar parado, e é a principal causa do aumento da ocorrência de várias doenças, como a obesidade, hipertensão arterial, diabetes, aumento do colesterol e infarto do miocárdio, entre outras.

Nabil Ghorayeb - médico cardiologista do Instituto Dante Pazzanese
“Então, é preciso mudar os hábitos. Afinal, ninguém quer morrer cedo e todos querem chegar aos 90 anos lúcidos e andando, com qualidade de vida. Isso só é possível se tivermos hábitos saudáveis, incluindo a atividade física no dia a dia, que deve ser considerada obrigatória do começo ao fim da vida”, explica ele.

Além disso, segundo Ghorayeb, é preciso melhorar a alimentação, inclusive disciplinando o consumo de sal, açúcar e álcool. “O sal é um elemento necessário à vida, mas o limite de consumo recomendado é de 4 gramas por dia. A média brasileira é de 12 gramas por dia, o que causa, por exemplo, a pressão alta, retenção de líquidos, edemas e inchaços”, diz o especialista. “Já o açúcar deveria ser abolido. Mas, como é muito difícil fazer isso, podemos substituí-lo por adoçantes à base de sucralose ou stévia. Os outros tipos não são os ideais”, esclarece ele, complementando que o efeito do álcool também é maléfico.
Fonte: SIMPI“Dizem que tomar uma taça de vinho por dia faz bem. Pode tomar, mas não ache que é remédio, não é milagroso e nem tira doenças. O mesmo vale para a cerveja, desde que seja uma lata por refeição, não mais que isso”, conclui o médico do esporte.