Postado em 19/08/2026
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Assustador: Contas Públicas registram déficit primário de R$ 143 bilhões em 12 meses
O resultado das contas do Tesouro Nacional referente a junho de 2026 voltou a colocar as contas públicas no centro das discussões fiscais. No acumulado de 12 meses até junho, o resultado primário registrou déficit de R$ 143 bilhões, segundo o economista Otto Nogami. O resultado primário corresponde à diferença entre receitas e despesas do governo antes do pagamento dos juros da dívida. Já o resultado nominal considera também essas despesas financeiras. Para 2026, a meta fiscal prevê déficit primário de cerca de R$ 32,5 bilhões. O resultado acumulado até junho representa uma diferença em relação ao objetivo estabelecido para o ano. Segundo Nogami, o cumprimento da meta exigiria medidas de redução de despesas e aumento da arrecadação. A possibilidade de redução dos gastos ocorre em um ano eleitoral, enquanto o aumento da arrecadação poderia envolver elevação da carga tributária. Esses fatores tornam a trajetória das contas públicas um ponto de atenção ao longo do segundo semestre. Outro componente das contas públicas são os juros da dívida. No acumulado de 12 meses, as despesas com juros chegam a R$ 1 trilhão. Esse valor é incorporado ao resultado nominal, que apresentou déficit de R$ 1,2 trilhão no mesmo período. O aumento dos déficits também amplia a necessidade de financiamento do governo. A dívida pública interna alcança R$ 10,8 trilhões, equivalente a 82% do Produto Interno Bruto (PIB).O financiamento da dívida pública ocorre, entre outras fontes, por meio da poupança das famílias. Na avaliação apresentada pelo economista, parte dos recursos poupados pode ser direcionada para títulos públicos em vez de investimentos no setor produtivo. Na macroeconomia, a poupança é considerada uma fonte de recursos para financiar investimentos. Quando parcela desses recursos é utilizada para financiar o setor público, a disponibilidade para investimentos produtivos pode ser afetada. Nogami relaciona esse cenário às dificuldades enfrentadas pela indústria nacional para ampliar e adequar sua capacidade de produção. A menor capacidade de investimento pode limitar a resposta da indústria ao crescimento da demanda e contribuir para a permanência de pressões inflacionárias. O acompanhamento do resultado primário, das despesas com juros e da dívida pública, portanto, passa a ser um dos pontos centrais para a trajetória das contas públicas no segundo semestre de 2026. Assista:
Fonte: Assustador: Contas Públicas registram déficit primário de R$ 143 bilhões em 12 meses