O impasse do auxílio / Autonomia do Banco Central

Postado em 03/03/2021


O impasse do auxílio / Autonomia do Banco Central

auxílio e banco Central

1) Autonomia do Banco Central

Recentemente sancionada pelo presidente da República, a autonomia do Banco Central blinda a instituição de eventual influência política, de acordo com Marcos Travassos, CEO da Money Money Invest.

“A principal mudança é que agora a eleição da diretoria terá vigência de quatro anos não coincidente com o mandato do chefe do Executivo. Segundo Travassos, a autonomia do Banco Central pode ser determinante para retomada do crescimento. “A mudança visa decisões mais técnicas e alinhadas com objetivos de longo prazo do país”, acredita. Entre as missões da instituição, estão a manutenção da estabilidade econômica, o controle da inflação e o fomento ao pleno emprego.

2) O impasse do auxílio

Para o começo de 2020 esperávamos uma queda do PIB em torno de 9%, que não ocorreu graças ao auxílio emergencial, que beneficiou quase 86 milhões de pessoas a um custo de R$ 320 bilhões. Com isto, segundo Roberto Dumas, professor de Economia do Insper, a economia fechou o ano com queda do PIB em torno de 4,5%.

“Agora, o entrave é a falta de credibilidade do Estado e o teto de gastos que não pode ser furado. Se isso acontecer, sobem os juros, o risco fiscal aumenta e o nosso câmbio deprecia ainda mais”, adverte o professor. De acordo com Dumas, com um cenário assim, o preço dos alimentos aumentaria, prejudicando as classes mais baixas. “Portanto, é crucial observarmos os próximos passos em relação à extensão do auxílio emergencial. Muitos aspectos podem ser afetados”, alerta.

Fonte: Simpi