Postado em 22/09/2022
bons números não serão tão bons
.png)
Apesar das notícias positivas de agosto, com inflação menor e PIB maior do que o esperado pelo mercado, a tendência para o final deste ano e para o ano de 2023 não é boa para o mercado. Isso ocorre por dois fatores: do ponto de vista do fator externo, a grande preocupação do mundo hoje é o crescimento dos países desenvolvidos. Os Estados Unidos têm conseguido crescer, mas está com um problema sério de excesso de vagas de trabalho, o que vai pressionar a inflação. Quanto à Europa, que por conta da guerra da Ucrânia está tendo um problema de energia e provavelmente a Alemanha vai ter que reduzir seu crescimento para diminuir o consumo de gás. A China, que é o grande motor do crescimento do mercado de commodities, que tem de alguma forma elevado a produção mundial consumindo produtos do mundo inteiro, vai entrar num período mais complicado saindo do problema da pandemia, mas com um problema de inadimplência muito sério na construção civil. Esse impacto de redução do consumo chinês mais a redução da produção europeia vai impactar fortemente o Brasil. Como o Brasil exporta commodities, vamos ter uma possível ter uma redução do PIB do ano que vem. Como vai ser a nova política econômica do próximo governo? “a tendência é que o Banco Central, que tinha uma expectativa de não subir mais os juros esse ano e começar a reduzir os juros no início do próximo trimestre, talvez prorrogue essa redução mais para o final de 2023”. As empresas que precisam de capital de giro terão que pagar juros mais altos, o que vai impactar diretamente os setores dos pequenos negócios, que precisam buscar dinheiro de banco. “Eles não têm fontes de financiamento externas baratas e com isso, vai encarecer o custo para eles, dificultando ainda o consumo das famílias”, afirma Chaia. Assista:
Fonte: Economia: os bons números de agosto podem não continuar tão bons