Custo Brasil: Pagamos na energia elétrica 46% mais caro que o mundo

Postado em 23/10/2019


Custo Brasil: Pagamos na energia elétrica 46% mais caro que o mundo

CUSTO BRASIL ENERGIA

 

CUSTO BRASIL: PAGAMOS NA ENERGIA ELÉTRICA 46% A MAIS QUE O MUNDO

O governo investiu na interligação e construiu usinas termoelétricas, movidas a combustíveis fósseis poluentes e com tarifas 6 vezes superiores a energia limpa produzida por hidroelétricas.

 

 

 

O setor elétrico brasileiro vem sofrendo problemas de gestão, tornando a tarifa, 46% superior à média dos valores internacionais, onerando sobremaneira a produção industrial e comprometendo sua competitividade, além de prejudicar o consumidor residencial.

Em 2001/2002 fomos surpreendidos com o "apagão", havendo até necessidade de racionamento, por falta de planejamento, erros na política energética e estiagens recorrentes. Havia energia em Itaipu, mas não havia interligação com as regiões afetadas. O governo investiu na interligação e construiu usinas termoelétricas, movidas a combustíveis fósseis poluentes e com tarifas 6 vezes superiores a energia limpa produzida por hidroelétricas. Em 2012, a MP 579 que antecipava a renovação das concessões, foi o maior golpe já sofrido pelo setor. Estima-se que o prejuízo causado foi de 105 bilhões, sendo, 40% absorvido pelo tesouro (contribuinte) e 60% pelo consumidor.

Agrava a situação a carga tributária média, no valor de 35%, sendo o ICMS  (estadual) o maior componente, variando de 11% a 32%. Além de 62% de energia hídrica e 27% de energia térmica, há a produção de energia nuclear, eólica e solar, segundo a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), criada para regular e fiscalizar a geração, transmissão, distribuição e comercialização da energia elétrica, que para isto, conta com 765 funcionários. A energia solar, hoje responsável por 0,01% da energia utilizada, com potencial de atingir 15 bilhões de gigawatts, de acordo com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), equivalente a 90 milhões de vezes o que é produzido atualmente, deveria ter sua produção estimulada pelo governo.

No entanto, não é o que ocorre segundo a resolução da ANEEL que, a pedido das distribuidoras, pretende taxar a energia distribuída (produzida por particulares) e fornecida às distribuidoras, o excedente. E não é uma taxa pequena, corresponde à 62% do fornecido pelo particular, a titulo de utilização da rede e encargos. Isto faz com que o tempo amortização do investimento em energia solar, passe de 2 a 4 anos, para de 7 a 8 anos, inibindo e até mesmo inviabilizando nova iniciativas no setor.

Por todos esses motivos, necessário se faz uma profunda auditoria no setor elétrico, a fim de apurar os fatos e punir os responsáveis por mais este custo Brasil.

Fonte: SIMPI