Fim do 6x1 (3): empresários serão ouvidos para medir impacto real da mudança

Postado em 12/05/2026


Fim do 6x1 (3): empresários serão ouvidos para medir impacto real da mudança

Fim do 6x1 (3)

Fim do 6x1 (3): empresários serão ouvidos para medir impacto real da mudança
Em reunião do setor produtivo, a Feempi, que representa as micro e pequenas empresas; a Fecomércio, do comércio serviços e turismo; a Facer, ligada aos setores de comércio, indústria e serviços; e a Faperon, da agricultura e pecuária, decidiram realizar uma pesquisa com micro, pequenos, médios e grandes empresários de Rondônia para medir, na prática, o que pensam os empreendedores locais sobre o debate envolvendo o fim da escala 6x1 e a possível adoção da jornada 5x2. A iniciativa surge após a divulgação de uma pesquisa nacional do Sebrae sobre o tema. Segundo a 12ª edição da Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, divulgada em abril, 51% dos donos de micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais afirmaram que o fim da escala 6x1 não teria impacto sobre seus negócios. Interpretado pelo Sebrae como um indicativo de aprovação à mudança, o dado, na avaliação dos representantes empresariais, precisa ser analisado com mais profundidade. O levantamento nacional foi realizado entre 19 de fevereiro e 18 de março de 2026, com 8.273 respondentes em todos os estados e no Distrito Federal. Para as entidades representativas das categorias econômicas, no entanto, os números nacionais não podem ser interpretados como se representassem automaticamente a realidade dos diferentes setores, regiões e perfis de pequenos negócios. As entidades avaliam que é preciso ouvir diretamente os empresários, especialmente aqueles que vivem a rotina do comércio, dos serviços, da indústria, da alimentação, das oficinas, dos salões, dos mercados e de outras atividades que dependem de mão de obra presencial e funcionamento contínuo. A pesquisa encomendada pelo setor produtivo deve ouvir pelo menos 600 empresas em Porto Velho e outras 600 no interior do estado.  O objetivo é construir um retrato mais fiel da opinião dos empreendedores rondonienses sobre temas que impactam diretamente a rotina, os custos e a sobrevivência dos pequenos negócios. Entre as perguntas previstas, os empresários serão consultados sobre qual modelo consideram mais adequado para a realidade de suas empresas: a escala 6x1 ou a jornada 5x2. Também serão questionados se aprovam ou não a alteração da escala atual para um novo formato de jornada. Além do debate trabalhista, o levantamento também vai avaliar a relação dos pequenos empresários com os serviços oferecidos pelo Sebrae. A intenção é verificar se, na percepção dos empreendedores, os atendimentos, programas e soluções disponíveis realmente chegam às empresas e atendem às necessidades do dia a dia. Outro ponto da pesquisa será a percepção dos empresários sobre instituições financeiras. Os representantes patronais pretendem identificar quais bancos despertam maior resistência entre os pequenos negócios, especialmente em um cenário em que acesso a crédito, taxas, atendimento e confiança são fatores decisivos para quem empreende. Segundo as entidades, a proposta é que o resultado da pesquisa apresente uma visão mais próxima da realidade local, evitando que dados nacionais sejam usados de forma genérica em discussões que afetam diretamente empresas de diferentes tamanhos, setores e regiões. O debate sobre o fim da escala 6x1 segue em discussão no Congresso Nacional e envolve propostas que tratam da redução da jornada de trabalho e da reorganização dos dias de descanso. Para os dirigentes, qualquer mudança desse porte precisa considerar os impactos sobre os pequenos negócios, que têm menor margem financeira, menor estrutura de gestão e maior dificuldade para absorver aumentos repentinos de custos. A expectativa é que o levantamento comece nesta semana e que os primeiros resultados sejam divulgados na próxima semana. Com os dados em mãos, o grupo pretende apresentar a realidade dos pequenos empresários de Rondônia sobre a escala de trabalho, o atendimento das entidades de apoio e a relação com bancos e serviços financeiros. Para os dirigentes, ouvir quem está na ponta é essencial para que o debate avance com responsabilidade. Afinal, decisões sobre jornada de trabalho não podem ser tomadas apenas com base em diretrizes meramente ideológicas. É necessário garantir o equilíbrio entre produtividade e saúde do trabalhador, considerando também a realidade de quem abre a empresa todos os dias, gera empregos, paga impostos e enfrenta, na prática, os desafios de manter um pequeno negócio funcionando. Fonte: Fim do 6x1 (3): empresários serão ouvidos para medir impacto real da mudança