Postado em 08/07/2025
IA generativa:

O avanço da Inteligência Artificial vem transformando a maneira como empresas operam, inovam e tomam decisões. Em especial, a IA Generativa desponta como uma das tecnologias mais impactantes da atualidade, por sua capacidade de criar textos, planilhas, imagens, planos de ação e outras soluções de forma autônoma a partir de comandos simples. Mas, à medida que essas possibilidades se expandem, cresce também a necessidade de atenção aos riscos envolvidos — especialmente no que diz respeito à segurança da informação e à proteção da privacidade. Cristina Sleiman, advogada especialista em Direito Digital, destaca que a IA Generativa permite que os próprios usuários insiram documentos e informações em plataformas tecnológicas que nem sempre oferecem garantias robustas de confidencialidade. Em situações como essas, quando planilhas com dados pessoais são carregadas em sistemas que não contam com critérios claros de segurança, existe um risco real de exposição e vazamento de informações sensíveis. Por isso, segundo ela, o uso consciente dessas ferramentas deve começar por uma política interna clara sobre o que pode ou não ser feito com recursos de inteligência artificial. Essa política não precisa seguir um formato único: pode ser uma norma, um regulamento ou um manual de boas práticas. O essencial é que ela seja formalizada, acessível e aplicada de forma consistente por todos os colaboradores da empresa. O objetivo é estabelecer diretrizes seguras para o uso da IA no ambiente corporativo, prevenindo não apenas falhas operacionais, mas também eventuais sanções legais relacionadas à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que regula o tratamento de dados pessoais no Brasil. Além da regulamentação, Cristina chama atenção para a importância da capacitação. A segurança da informação não depende apenas de sistemas robustos, mas do comportamento humano. Independentemente do porte da empresa ou da quantidade de colaboradores, é fundamental promover treinamentos que preparem os profissionais para lidar com essas novas ferramentas de maneira ética e técnica. A conscientização reduz erros, fortalece a cultura digital e protege o negócio como um todo. Outro ponto essencial diz respeito à manipulação de dados pessoais em tarefas cotidianas. Muitas vezes, funcionários inserem informações reais em ferramentas de IA para facilitar cálculos, resumos ou outras tarefas automatizadas. Cristina reforça que essa prática só é segura se os dados estiverem devidamente anonimizados. Ou seja, em vez de nomes, endereços ou CPFs, o ideal é utilizar identificadores genéricos ou dados simulados, evitando qualquer risco à privacidade dos indivíduos envolvidos. Em um ambiente corporativo cada vez mais digital e interconectado, a Inteligência Artificial pode ser uma grande aliada — desde que usada com responsabilidade. O equilíbrio entre inovação e proteção é o que diferencia empresas preparadas daquelas que correm riscos desnecessários. Ao adotar políticas claras, investir na capacitação de sua equipe e estabelecer práticas seguras para o uso da IA Generativa, o empreendedor transforma o potencial tecnológico em vantagem competitiva — com ética e segurança no centro de sua estratégia. Assista:
