Postado em 30/09/2026
Inflação persiste
Inflação persiste por condições estruturais da economia, diz economista Enquanto bancos centrais de diferentes países elevaram os juros, o Banco Central do Brasil reduziu a Selic de 14% para 13,75%. Nos Estados Unidos, a taxa foi de 3,75% para 4%, no Banco Central Europeu subiu de 2,40% para 2,65% e o Banco do Japão elevou os juros de 1% para 1,25%. A redução da Selic veio com a inflação ainda entre 4% e 5% nos últimos meses. Para o economista Otto Nogami, a decisão se apoia no comportamento recente dos preços e na avaliação de que a inflação estaria sob controle. O IPCA de agosto registrou queda de 0,32%, mas Nogami avalia que o resultado não deve ser creditado apenas à política monetária, porque julho e agosto costumam ter desaceleração de preços, um movimento cíclico que se repete e precisa entrar na leitura dos indicadores. Nogami relaciona a inflação entre 4% e 5% nos últimos meses às condições estruturais da economia brasileira, entre elas o nível de investimento público em educação, saúde, segurança e mobilidade. Segundo ele, essas condições limitam a produtividade, o que encarece a produção, e parte desse custo chega aos preços, além de tirar competitividade do setor produtivo. Assista: Fonte: Simpi