Poderes Constituídos não se entendem e nós pagamos a conta

Postado em 24/09/2025


Poderes Constituídos não se entendem e nós pagamos a conta

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Conflito entre poderes, consequências para todos.

Fluxo de capital externo e estabilidade cambial apontam oportunidades, enquanto crédito caro e incerteza política seguem como desafios até 2026. No último trimestre do ano, as atenções políticas já se voltam para 2026, mas o cenário econômico ainda apresenta pontos de definição. A taxa de juros permanece em 15%, mesmo após meses de deflação e recuo da inflação. Para Ricardo Rocha, professor do Insper, a manutenção dessa taxa pelo Banco Central está relacionada ao risco político, à insegurança jurídica e às disputas entre os poderes. Essa estratégia preserva a estabilidade cambial e mantém o Brasil atrativo para investidores estrangeiros, em razão do diferencial de juros em relação aos Estados Unidos. A entrada de dólares contribui para reduzir a volatilidade do câmbio e gera perspectivas positivas para o mercado financeiro. Embora o ambiente eleitoral ainda apresente incertezas, com indefinição sobre possíveis adversários do atual presidente, há uma percepção de que a Bolsa pode reagir de forma favorável nos próximos anos. Ricardo Rocha aponta que 2026 tende a ser politicamente instável, mas com potencial econômico, especialmente pela possibilidade de forte fluxo de capital externo. Para empresas importadoras, a acomodação da taxa de câmbio representa ganhos em insumos e matérias-primas. Já os exportadores devem buscar resultados além da valorização cambial, considerando que a economia nacional ainda enfrenta desafios estruturais, como renda média baixa e mercado de trabalho heterogêneo. O professor do Insper recomenda que os empresários se preparem para um cenário de oportunidades no próximo ano. Ele destaca a importância de investir em qualificação de equipes e evitar reações tardias às demandas do mercado, que costumam encarecer a mão de obra. Quanto aos juros, avalia que devem permanecer estáveis até o fim do ano, a menos que haja uma queda mais acentuada da inflação. Por tanto, ainda que o crédito continue caro, a orientação aos empresários é diversificar relacionamentos bancários, manter maior proximidade com diferentes gerentes e garantir transparência nos balanços, o que pode facilitar negociações e acesso a linhas de financiamento. Assista:

 

Fonte: Poderes Constituídos não se entendem e nós pagamos a conta