Postado em 17/04/2019
NOVELA DO BREXIT
Nas últimas semanas, a partir da terceira reprovação seguida da proposta de acordo apresentada pela primeira-ministra Theresa May ao parlamento britânico, fez a saída do Reino Unido (RU) da União Europeia (UE) ganhar contornos de uma tragédia grega. Inicialmente, esse divórcio deveria ter ocorrido em 29 de março, mas o impasse político gerado dentro do legislativo londrino forçou a premiê a solicitar um adiamento ao Parlamento Europeu, que concedeu um novo vencimento, previsto para 12 de abril último. Porém, mesmo assim, como os deputados ingleses ainda não conseguiram chegar a um consenso quanto à questão, May foi novamente obrigada a solicitar mais uma extensão de prazo a Bruxelas. Agora, se não houver mais contratempos, espera-se que o BREXIT seja efetivamente consumado em 31 de outubro que, ironicamente, é comemorado internacionalmente o “Dia das Bruxas”.
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Enquanto isso, a indefinição de “como”, “quando” ou “se” a Grã-Bretanha irá deixar o bloco econômico regional, ao qual se juntou há 46 anos, já tem um custo estimado de USD 785 milhões por semana aos cofres do RU, ou seja, cerca de 2,5% do seu Produto Interno Bruto (PIB), segundo informações da consultoria internacional Goldman Sachs. Esse valor mostra as dimensões de o quanto esse imbróglio está, de fato, prejudicando a economia e os investimentos dos britânicos, além dos reflexos nocivos em todo o globo.
Fonte: SIMPI