Economia: o que as Micro e Pequenas Empresas devem esperar para 2023?

Postado em 15/03/2023


Economia: o que as Micro e Pequenas Empresas devem esperar para 2023?

O que as Pequenas devem esperar para 2023?

Coluna do Simpi
Economia: o que as Micro e Pequenas Empresas devem esperar para 2023?

No Brasil, além do cenário de desaceleração da economia nós estamos convivendo ainda com taxa de juros muito elevada
 
 

Por SIMPI

O ano de 2023 começou bastante desafiador principalmente para as micro e pequenas empresas. No Brasil, além do cenário de desaceleração da economia nós estamos convivendo ainda com taxa de juros muito elevada principalmente por causa da inadimplência que acaba atingindo os bancos e as financeiras encarecendo o crédito.

“De maneira geral nós estamos diante de um quadro de crescimento da inadimplência batendo o recorde de 6 milhões e 400 mil empresas abrindo o ano de 2023 nessa situação”, afirma Luiz Rabi, economista chefe do Serasa Experian. Segundo Luiz, os últimos três anos houve uma maior quantidade de pedidos de falências e recuperações judiciais, revelando que a insolvência também começa ser um problema que atinge não só as micro e pequenas, mas ainda as médias e grandes empresas. “Nós notamos ainda uma certa estagnação na procura por crédito porque afinal de contas diante de uma economia que parou de crescer, os projetos de investimento em ampliação e modernização acabam ficando engavetados”, relata Luiz. Para ele, esse cenário só vai ser alterado de forma positiva a partir do momento em que as taxas de juros começarem a ser reduzidas e a inflação entrar numa trajetória de queda mais acentuada. Mas para que isso aconteça, Luiz explica que é fundamental que o novo governo dê andamento a proposta de equilíbrio fiscal. “O novo arcabouço fiscal deve ser divulgado ao longo das próximas semanas, podendo começar a virar a página desse quadro de estagnação, juros altos e baixo crescimento, e alta inadimplência.” 

“Enquanto isso não acontece, o cenário para micro e pequenas empresas continuará bastante desafiador ,demandando uma postura muito mais criteriosa e seletiva com relação aos seus planejamentos, as suas compras, as suas formações de estoques e ao gerenciamento do caixa. Assim é possível atravessar da melhor maneira esse período difícil da conjuntura econômica brasileira”, pondera Luiz. Assista:

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