Postado em 05/01/2022
O que podemos esperar para 2022 na economia?
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"Enquanto a produção de bens intermediários não se normalizar, a economia continuará afetada por meio dos preços", alerta.
Nogami afirma que a projeção da taxa de juros Selic em 11,5% sinaliza a dificuldade do governo na implementação da sua política monetária para controlar preços na economia. "Isso repercute no PIB, cujas projeções internas indicam retração da atividade econômica entre 0,5% a 1%. O setor agroexportador talvez seja o grande alento não permitindo uma queda mais brusca", explica.
Em relação à política fiscal, Nogami destaca que a aprovação do orçamento para 2022 e os rearranjos para subsidiar o Auxílio Brasil comprometem os dispêndios a serem realizados pelo governo. Além disso, por ser este um ano eleitoral, teremos um ambiente comprometido e a incerteza dos investidores internacionais no cenário político brasileiro fará com que a taxa de câmbio permaneça em patamar extremamente elevado, afirma o economista.