Postado em 16/09/2026
PIB de 0,5% 0,2% no invest.
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre deste ano e acumula alta de 1,9% em quatro trimestres. No mesmo período, a taxa de desemprego chegou a 5,3%, menor nível da série histórica do indicador divulgado pelo IBGE. Para o economista Otto Nogami, a análise conjunta dos dois indicadores pode sugerir um cenário de expansão da atividade econômica, mas a composição do PIB mostra diferenças entre os setores da oferta e os componentes da demanda. Pelo lado da oferta, a agropecuária acumulou crescimento de 6,2% em quatro trimestres, enquanto a indústria avançou 1,4% e os serviços, 1,7%.

A agropecuária representa 5,4% do PIB. Assim, apesar do crescimento do setor, indústria e serviços têm maior participação na atividade econômica e contribuíram para o resultado acumulado de 1,9%. Na análise da demanda, o consumo das famílias cresceu 0,9% no acumulado de quatro trimestres, enquanto os gastos do governo avançaram 2,8%. Esses componentes, devido à participação que possuem na economia, contribuíram para a manutenção do crescimento do PIB no período. Os investimentos, por outro lado, recuaram 0,2%. O indicador corresponde à formação bruta de capital fixo, que inclui a produção de bens de capital e os investimentos no setor produtivo. A redução dos investimentos afeta a capacidade de expansão da economia no médio e longo prazo. Para Nogami, esse movimento pode comprometer o nível de atividade econômica nos próximos meses, já que a formação de capital está relacionada à capacidade produtiva do país. Assista:
Fonte: Com PIB de 0,5% e retração de 0,2% no investimento, prevê-se cenário difícil para 2027