Postado em 21/06/2023
querem colocar a canga de volta

A Caixa Econômica vai começar a taxar transferências em Pix para pessoa jurídica privada a partir do dia 19 de julho. A medida é autorizada pelo Banco Central, pois os bancos privados já fazem este tipo de cobrança. A instituição divulgou que a medida não vai valer para microempreendedor individual (MEI) e pessoa física. Para operações PIX transferência será cobrado uma taxa de 0,89% com valor mínimo de R$ 1 e máximo de R$ 8,50. Já o PIX Compra a tarifa vai ser de 0,89% do valor da operação, com valor mínimo de R$ 1 e máximo de R$ 130. Já para o PIX Checkout O valor cobrado para essa operação vai ser de 1,20% da operação, com transferência mínima de R$ 1,00 e máximo de R$ 130,00. Se vale de conforto, em nota, a Caixa afirmou que os valores a serem praticados estão entre os menores do mercado. A medida não é salutar diz empresário que pediu para não ser identificado e complementou – “Ao que parece estão de forma lenta querendo colocar de volta o estado no cangote de quem produz”.

Segundo o Banco Central, aproximadamente 60% das transações em Pix foram recebidas por empresas em 2022. Não é novidade que o Pix se tornou o meio de pagamento preferido dos brasileiros. De acordo com dados recentemente divulgados pelo Banco Central, no ano passado, a modalidade superou até mesmo os cartões de crédito e débito e também os boletos, e atingiu 29% do total de transações ao longo do ano. Além de prático, rápido e seguro, o meio de pagamento instantâneo traz inúmeras vantagens também para as empresas e segue em crescimento no mercado, como comprova uma análise adicional do Banco Central, indicando que aproximadamente mais da metade dos Pix realizados em 2022, foram recebidos por empreendimento.

O Pix é a forma de pagamento mais utilizada pelos clientes dos microempreendedores individuais (MEI). De acordo com a 3ª edição da pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos meses de abril e maio, 52% dos MEI afirmaram que recebem os pagamentos de seus clientes por meio dessa modalidade. Além desses benefícios, o Pix ajuda na gestão do dia a dia dos microempreendedores individuais pois, ao fim do expediente, o empreendedor passa a ter mais controle financeiro e a tomar decisões importantes na gestão do fluxo de caixa, como pagar um fornecedor. Além disso, o MEI não precisar se preocupar tanto com o uso de dinheiro em espécie e a necessidade de troco.
Fonte: Hora de trocar de banco pois querem colocar a canga de volta