Postado em 07/01/2026
SELIC15% e fica 2026
SELIC fecha 2025 em 15% e projeta manutenção para 2026
O ano de 2025 foi encerrado com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros em 15%. A definição ocorreu apesar de as projeções feitas no início do ano indicarem a possibilidade de um patamar inferior ao longo do período. A seguir, apresenta-se uma análise de Otto Nogami, economista. Segundo ele, a ata da última reunião do Copom aponta que há elevada probabilidade de manutenção da taxa de juros no mesmo nível na primeira reunião de 2026. A principal justificativa apresentada está relacionada à política fiscal, especialmente à execução do arcabouço fiscal, que ainda não demonstra sinais considerados suficientes para assegurar previsibilidade ao cenário econômico. De acordo com a análise, essa situação mantém os integrantes do Copom atentos ao comportamento das contas públicas, com foco nos gastos do governo. Diante desse contexto, o mercado passou a projetar o início de um ciclo de redução da taxa de juros apenas na segunda reunião do Copom em 2026, prevista para ocorrer em março. Até esse momento, a expectativa predominante é de manutenção da taxa no patamar atual. No mesmo dia da divulgação do comunicado do Copom, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), nos Estados Unidos, anunciou a redução da taxa de juros em 0,25 ponto percentual. Com a decisão, os juros norte-americanos passaram a variar entre 3,5% e 3,75%. A análise também aborda o funcionamento do Comitê Federal de Mercado Aberto, destacando que o chamado mercado aberto, ou mercado monetário, é o ambiente utilizado pelos bancos centrais para a execução da política monetária. Nesse espaço, são realizadas operações com o objetivo de controlar a liquidez da economia e ajustar os instrumentos de política monetária conforme as necessidades do cenário econômico. Ao retomar o contexto brasileiro, a análise reforça que a manutenção da taxa de juros em 15% está condicionada à condução da política fiscal, especialmente ao controle dos gastos públicos. Esse fator ganha relevância adicional diante do calendário eleitoral previsto para o período seguinte, que influencia as decisões de política monetária. Assista:
