Postado em 17/05/2023
Simpi/DataFolha NA: taxa de juros
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Entre fevereiro e março deste ano, a alta dos juros impactou de forma negativa o setor industrial. Por conta das elevadas taxas, 88% avaliam que estão sendo prejudicados e elevando seus custos junto a fornecedores. É o que aponta a pesquisa “Indicador Nacional de Atividade da Micro e Pequena Indústria”, realizada pelo SIMPI/Datafolha. O grau de prejuízos causados se manifesta de várias formas, sendo que as dificuldades não se limitam somente entre os empresários, mas também aos fornecedores e o consumidor final. Na tentativa de desafogar as contas, os empréstimos e financiamentos aparecem como opções para aliviar as finanças. Entre as micro e pequenas indústrias, 11% realizaram consulta para estas condições, no período mencionado, sendo que, deste grupo, 30% tiveram aprovação de crédito. Mesmo assim, mais uma vez a taxa de juros aparece como obstáculo e é o principal empecilho na tomada de empréstimo ou financiamento, seguido por falta de linhas adequadas para o porte das MPI’s. Outros fatores como restrições por causa de outras dívidas, garantias exigidas e prazo para pagamento também aparecem como dificuldades entre as micro e pequenas indústrias.
O que complementa este cenário foi a avaliação do capital de giro: 50% disseram ter capital de giro insuficiente, e somente 9% estão em situação confortável, com mais capital de giro do que o suficiente. Além disso, o uso do cheque especial também se mostrou presente: 11% usaram cheque especial como capital de giro. Em segundo lugar aparecem empréstimo PJ e empréstimo pessoal. Reflexo deste cenário foi a inadimplência: a taxa de empresas que deixou de pagar as contas oscilou de 29% para 26%, entre os itens: fornecedores e/ou Dívidas com bancos ou financeiras e/ou Despesas em geral e/ou Impostos ou taxas e/ou Contas de consumo (energia, água, telefonia, etc).
Expectativa de crise. A pesquisa indica ainda que 55% das MPI’s veem o cenário de crise econômica forte e sem previsão de quando a economia voltará a crescer. Se comparar de forma separada, a micro em relação à pequena empresa, o cenário é mais pessimista: 68% avaliam que a crise ainda é forte e somente para 1% a crise já passou. Mesmo assim, 36% do total espera por uma melhora na economia do país, para os próximos três meses.
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