Postado em 30/07/2019
UMA VISÃO DO BRASIL
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O país vem passando por uma profunda e persistente crise econômica há vários anos, fazendo com que muitas empresas precisassem se reinventar para continuarem funcionando. É o caso dos Grupo Mambo e Giga Brasil que, mesmo no momento recessivo que o país vive, experimentou um crescimento da ordem de 30% ao ano. "Muitas empresas nacionais estão perdendo dinheiro, mas outras tantas estão conseguido crescer e, até mesmo dobrar seu faturamento, adotando estratégias como renegociar preços com seus fornecedores, diversificar produtos e investir em marketing, num movimento contrário ao que está fazendo a maioria do mercado", explica André Nassar, presidente do conselho de administração dessa rede supermercadista paulista.​
Segundo ele, o expressivo crescimento do grupo é resultado de muito trabalho e otimismo. "Ao fazer nossos planos de negócios, evitamos nos guiar apenas pelas expectativas e projeções dos órgãos econômicos. Procuramos identificar as oportunidades de ações complementares dentro da nossa área de atuação, bem como estudamos a situação concorrencial, para acelerarmos", diz ele. "Originalmente, nossa empresa era só de supermercados. Em 2009, identificamos que o setor de atacado de autosserviço, conhecido como atacarejo, estava se desenvolvendo muito, e enxergamos que, se estivéssemos presentes nesse braço empresarial, isso poderia trazer muita sinergia com o nosso ramo de negócios, o que, de fato, aconteceu. Hoje, o atacado Giga tem uma representação de dois terços do faturamento do grupo", complementa Nassar.
O empresário admite, porém, que a economia brasileira não anda bem, com os índices de desemprego e a inflação aumentando, e as vendas de muitos setores em queda. "O Brasil não só tem uma forte carga tributária, mas fazer as coisas por aqui é muito mais difícil que fazer em outros países. Tudo é muito regulamentado, com o poder público sempre criando dificuldades desnecessárias ao setor privado", explica ele, complementando que se faz necessário desburocratizar e deixar as coisas mais simples. "Não existe resposta fácil para problemas complexos, mas eu acho que, pela ordem, a primeira reforma que precisamos é a da previdência, por razões obvias de caixa. A segunda seria a administrativa, porque não adianta você recolher mais impostos e continuar gastando como se gastava antes, ou seja, se não reduzir o custo de Estado, a conta não fecha. De todo modo, há uma lista infinita de problemas a serem resolvidos, e, se não começarem a ser solucionados agora, o Brasil corre o sério risco de quebrar, literalmente", conclui Nassar.